Ao final da partida contra o Náutico a direção colorada anunciou o treinador para o restante da temporada, como ficaria muito caro e alguns técnicos nem querem assinar contrato até dezembro, Clemer permanece no comando. A leitura da situação é clara: Impressiona a desorganização da direção de futebol do Inter. Duas semanas atrás demitir Dunga seria jogar para a torcida, uma semana atrás Clemer seria interino até ontem e o novo técnico seria apresentado hoje. Ontem Marcelo Medeiros, depois da vitória contra o Náutico, com muitas dificuldades principalmente no primeiro turno, mas que afastou o clube da zona de rebaixamento, confirmou a permanência de Clemer.
Duas leituras podem ser feitas, ambas separadas por 8 pontos, ou três rodadas perfeitas. A primeira mais positiva, Clemer mobiliza o grupo de jogadores e obtém uma sequência de vitórias, obtendo vaga a pré-Libertadores no ano de estréia do novo Beira-Rio. Ou conquiste o Copa do Brasil. Será que a direção colorada teria como substituir o principal responsável pela reação? Acho que não, e Clemer permaneceria para 2014. Mas há também o lado negativo. Faltam dez rodadas, Clemer ainda é inexperiente no profissional, e como reagiria caso aconteçam as tais três rodadas, só que de derrotas, contando com vitórias dos que estão logo atrás. Com a zona de rebaixamento se aproximando, será que a direção manteria o interino, correndo o risco de estrear o novo Beira Rio jogando as terças e sextas? Claro que não e neste caso o remédio caro (teria que assinar até o final de 2014) e amargo (pela rejeição do torcedor). Celso Rotho voltaria a vestir vermelho para salvar a festa de inauguração do Beira Rio e a pele do presidente Giovanni Luigi.
O que deve acontecer é que o time deve alternar entre vitórias e derrotas, mantendo sua posição intermediária no Campeonato Brasileiro e com isso, hora flertando com a G4, hora com o Z4 e sendo desclassificado da Copa do Brasil. Mas a direção vem se mostrando fraca e demorando para tomar as decisões necessárias e isso logo terá reflexo no futebol colorado.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Retrospecto recente mostra a realidade gremista
Nas últimas 10 rodadas o Grêmio venceu 4, perdeu 3 e empatou 3, aproveitamento de 50%. Penso que este retrospecto recente mostra a realidade do grupo de Renato Portaluppi. Acabou aquela motivação inicial pela chegada do novo treinador e o grupo medíocre que o técnico tem a sua disposição se revelou nos números. A sequência do Campeonato Brasileiro poderia aproximar o tricolor do líder Cruzeiro que entrou na descendente e perdeu as últimas duas, mas nem Grêmio e nem Botafogo parecem ter fôlego para alcançar os mineiros.
O Grêmio precisa concentrar forças agora, para buscar a vaga direta a fase de grupos da Libertadores. Esse passa a ser o objetivo do tricolor, que terá em paralelo a Copa do Brasil. O grupo gremista começa ficar abaixo da necessidade, desfalques constantes por lesões e suspensões fazem com que a comissão técnica não consiga manter o esquema e quem entra nem sempre consegue manter o mesmo nível dos titulares.
Os dois jogos recentes, a derrota para o Criciúma e o empate com o Fluminense, são reflexos dessa queda de produção do tricolor. Na Arena o Criciúma foi o Grêmio, jogou no erro do adversário e matou o jogo nas chances que teve. E no Rio, o Grêmio retomava o caminho de vitórias até o final da partida quando Rafael Sóbis empatou. Se não remobilizar o grupo e retomar o caminho, Grêmio não conseguirá vaga direta a Libertadores, aumentando o número de jogos na compacta temporada de 2014, isso se não perder essa condição.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Até quando o "bonitinho" continua??
Diz o ditado popular que "bonitinho" é o um feio arrumado. Pois o esquema que o técnico Renato Portaluppi montou no Grêmio é exatamente isso um "bonitinho". Mas até quando um esquema que é a síntese do anti-futebol vai continuar dando certo? E quando passar esse efeito, terá o Grêmio alguma alternativa de jogo? Está certo relevar a segundo plano jogadores como Zé Roberto e Elano que se não tem a mesma entrega dos demais, ou não demonstram ter, tecnicamente são superiores e podem definir uma partida? São questões que o tempo responderá.
Renato montou o esquema de maneira emergencial, tinha um clássico Grenal, o primeiro do novo estádio gremista e a última coisa a se admitir seria um batismo colorado, então montou-se o retrancão e garantiu-se o resultado de empate, que quase foi uma vitória. Ocorre que o torcedor gremista gosta de entrega do time, de raça e identificação dos jogadores com esse perfil, e então decidiu-se manter o esquema, até pela falta de alternativas, visto as lesões que afastaram diversos jogadores mais técnicos. O time encorpou, pela quantidade de jogadores que precisavam provar sua competência e capacidade. Enquanto o Cruzeiro montou um elenco de qualidade e lidera o Brasileiro, o Grêmio corre de muletas atrás do puro sangue, imaginando que algo sobre natural possa parar o líder e permitir a aproximação do tricolor.
Agora já se fala em renovação de contrato de Renato para 2014, acho cedo. Quero antes ver alguma alternativa, algum indício de time bem montado, com mecânica de jogo para dar merecimento a Renato. O que ele mostrou até agora é que tem poder de fechar o grupo em torno de um ideal, mas futebol precisa mais. Esse esquema "bonitinho" precisa de alternativas, e precisa acima de tudo de uma forma de jogar construindo, propondo o jogo, situação que até agora não foi necessária, talvez aconteça contra o Corinthians no jogo de volta da Copa do Brasil e antevejo sérias dificuldades.
É necessário que se lembre o mesmo período, talvez um pouco mais tarde, em 2012. O Grêmio batia o São Paulo de virada dentro do Olímpico Monumental e a torcida bradava pela permanência de Vanderlei Luxemburgo, dando ao técnico todas as armas para colocar o novo presidente do clube (ainda em processo de eleição) em uma autêntica sinuca de bico.
Sei que há na direção do clube confiança no treinador, e creio que a antecipação na renovação, seja para antecipar o planejamento e principalmente a reformulação do grupo de jogadores, mas ainda acho cedo para tal, principalmente por que existem nomes disponíveis no mercado para desembarcar em Porto Alegre com capacidade de treinar o Grêmio em 2014.
Renato montou o esquema de maneira emergencial, tinha um clássico Grenal, o primeiro do novo estádio gremista e a última coisa a se admitir seria um batismo colorado, então montou-se o retrancão e garantiu-se o resultado de empate, que quase foi uma vitória. Ocorre que o torcedor gremista gosta de entrega do time, de raça e identificação dos jogadores com esse perfil, e então decidiu-se manter o esquema, até pela falta de alternativas, visto as lesões que afastaram diversos jogadores mais técnicos. O time encorpou, pela quantidade de jogadores que precisavam provar sua competência e capacidade. Enquanto o Cruzeiro montou um elenco de qualidade e lidera o Brasileiro, o Grêmio corre de muletas atrás do puro sangue, imaginando que algo sobre natural possa parar o líder e permitir a aproximação do tricolor.
Agora já se fala em renovação de contrato de Renato para 2014, acho cedo. Quero antes ver alguma alternativa, algum indício de time bem montado, com mecânica de jogo para dar merecimento a Renato. O que ele mostrou até agora é que tem poder de fechar o grupo em torno de um ideal, mas futebol precisa mais. Esse esquema "bonitinho" precisa de alternativas, e precisa acima de tudo de uma forma de jogar construindo, propondo o jogo, situação que até agora não foi necessária, talvez aconteça contra o Corinthians no jogo de volta da Copa do Brasil e antevejo sérias dificuldades.
É necessário que se lembre o mesmo período, talvez um pouco mais tarde, em 2012. O Grêmio batia o São Paulo de virada dentro do Olímpico Monumental e a torcida bradava pela permanência de Vanderlei Luxemburgo, dando ao técnico todas as armas para colocar o novo presidente do clube (ainda em processo de eleição) em uma autêntica sinuca de bico.
Sei que há na direção do clube confiança no treinador, e creio que a antecipação na renovação, seja para antecipar o planejamento e principalmente a reformulação do grupo de jogadores, mas ainda acho cedo para tal, principalmente por que existem nomes disponíveis no mercado para desembarcar em Porto Alegre com capacidade de treinar o Grêmio em 2014.
Apertem os cintos, o piloto sumiu no Inter
O tópico é recorrente, mas o assunto está tão latente e principalmente claro aos olhos de todos que tive que escrever sobre ele. A direção de futebol do Inter é muito desorganizada!
O presidente Giovanni Luigi sempre teve o perfil mais técnico, temos que ressaltar a forma como chegou a presidência do clube. Sempre apoiou o grupo político mais vencedor da história do colorado, comandado por Fernando Carvalho, tinha as pessoas certas nos cargos certos. Entre estes, Vitório Píffero, Pedro Afatato e Giovanni Luigi. Após dois mandatos extremamente bem sucedidos, ficou definida a ordem de sequência de comando do movimento: Todos apoiariam dois mandatos de Pífero, Luigi e por último Afatato.
Pífero foi o sucessor de Carvalho e manteve a linha de trabalho, com alguns percalços, por não poder contar com a presença constante de Carvalho, o maior dirigente da história colorada. O dilema surgiu ao final do segundo mandato de Pífero, quando Afatato resolveu fazer uma mobilização política para antecipar Luigi na ordem "hierárquica" da corrente política.
Com braço forte de sempre Fernando Carvalho apoiou Luigi e manteve o plano inicial. Porém Afatato, naturalmente afastou-se do grupo, e com ele alguns importantes conselheiros. Luigi já enfraquecido no primeiro mandato, viu os resultados da divisão política chegarem ao gramado e teve de apoiar-se em ídolos recentes (Fernandão) para tentar manter um mínimo de aceitação junto ao torcedor. A estratégia não deu certo, principalmente por que o Sport Club Internacional é um clube de futebol, e como tal, os reflexos do rendimentos do time são percebidos imediatamente junto a imagem da direção.
Com o final de 2012, ano praticamente perdido, em matéria de futebol, e com a eleição a presidência se avizinhando, Luigi, percebendo a derrota iminente nas urnas junto ao associado, vendeu a alma a grupos políticos menores. Para ser o presidente do clube na reinauguração do Beira-Rio, e no ano em que o estádio servirá de palco para a Copa do Mundo, prometeu cargos importantes em troca de apoio e conseguiu a reeleição sem a consulta dos associados.
Novamente entra em cena a tática de escudar-se em um ídolo do clube, e com a reeleição confirmada, antes mesmo de definir quem seriam seus pares no comando do futebol, Luigi contratou Dunga para ser o treinador do clube em um dos anos mais difíceis do futebol, jogar as competições sem o gigante da Beira Rio. As críticas amainaram e Giovani teve tempo para definir quem seria o substituto de Luciano Davi, vice de futebol que acabou 2012 execrado pelo torcedor.
Para agradar grupos políticos veio uma definição inédita: O clube teria dois diretores de futebol: Marcelo Medeiros (que oficialmente seria o vice presidente de futebol) e Luis César Souto de Moura. Dunga como foi contratado diretamente pelo presidente sempre teve linha direta com Luigi e percebendo a inexperiência de ambos, fechou-se no vestiário com seus atletas. Como o técnico isolou o vestiário, restaram aos diretores questões administrativas, como local para jogos e outros detalhes.
Estamos quase no final de 2013 e o Inter não tem definida a sua casa para os jogos do Campeonato Brasileiro, a direção foi complacente e permitiu que se colocasse no Estádio do Vale a culpa pelo mau desempenho do time, que alijou o clube da possibilidade de estrear o Beira Rio na Libertadores de 2014 via Campeonato Brasileiro. E sempre que há alguma questão relativa ao futebol, até que aconteça um acerto entre os diretores surgem informações desencontradas. Um pequeno exemplo ouvi ontem ao final da tarde, enquanto em uma emissora de rádio um não dava prazo para apresentação do novo técnico e para a permanência de Clemer no comando da equipe, no mesmo horário em outra emissora outro dizia que já haviam acertado com Clemer e que ele dirigiria a equipe por mais dois jogos. Depois a segunda versão se tornou oficial, mas isso é apenas um pequeno exemplo de como o clube está dividido e sem comando e permanecendo assim, 2014 será exatamente igual a atual temporada.
O presidente Giovanni Luigi sempre teve o perfil mais técnico, temos que ressaltar a forma como chegou a presidência do clube. Sempre apoiou o grupo político mais vencedor da história do colorado, comandado por Fernando Carvalho, tinha as pessoas certas nos cargos certos. Entre estes, Vitório Píffero, Pedro Afatato e Giovanni Luigi. Após dois mandatos extremamente bem sucedidos, ficou definida a ordem de sequência de comando do movimento: Todos apoiariam dois mandatos de Pífero, Luigi e por último Afatato.
Pífero foi o sucessor de Carvalho e manteve a linha de trabalho, com alguns percalços, por não poder contar com a presença constante de Carvalho, o maior dirigente da história colorada. O dilema surgiu ao final do segundo mandato de Pífero, quando Afatato resolveu fazer uma mobilização política para antecipar Luigi na ordem "hierárquica" da corrente política.
Com braço forte de sempre Fernando Carvalho apoiou Luigi e manteve o plano inicial. Porém Afatato, naturalmente afastou-se do grupo, e com ele alguns importantes conselheiros. Luigi já enfraquecido no primeiro mandato, viu os resultados da divisão política chegarem ao gramado e teve de apoiar-se em ídolos recentes (Fernandão) para tentar manter um mínimo de aceitação junto ao torcedor. A estratégia não deu certo, principalmente por que o Sport Club Internacional é um clube de futebol, e como tal, os reflexos do rendimentos do time são percebidos imediatamente junto a imagem da direção.
Com o final de 2012, ano praticamente perdido, em matéria de futebol, e com a eleição a presidência se avizinhando, Luigi, percebendo a derrota iminente nas urnas junto ao associado, vendeu a alma a grupos políticos menores. Para ser o presidente do clube na reinauguração do Beira-Rio, e no ano em que o estádio servirá de palco para a Copa do Mundo, prometeu cargos importantes em troca de apoio e conseguiu a reeleição sem a consulta dos associados.
Novamente entra em cena a tática de escudar-se em um ídolo do clube, e com a reeleição confirmada, antes mesmo de definir quem seriam seus pares no comando do futebol, Luigi contratou Dunga para ser o treinador do clube em um dos anos mais difíceis do futebol, jogar as competições sem o gigante da Beira Rio. As críticas amainaram e Giovani teve tempo para definir quem seria o substituto de Luciano Davi, vice de futebol que acabou 2012 execrado pelo torcedor.
Para agradar grupos políticos veio uma definição inédita: O clube teria dois diretores de futebol: Marcelo Medeiros (que oficialmente seria o vice presidente de futebol) e Luis César Souto de Moura. Dunga como foi contratado diretamente pelo presidente sempre teve linha direta com Luigi e percebendo a inexperiência de ambos, fechou-se no vestiário com seus atletas. Como o técnico isolou o vestiário, restaram aos diretores questões administrativas, como local para jogos e outros detalhes.
Estamos quase no final de 2013 e o Inter não tem definida a sua casa para os jogos do Campeonato Brasileiro, a direção foi complacente e permitiu que se colocasse no Estádio do Vale a culpa pelo mau desempenho do time, que alijou o clube da possibilidade de estrear o Beira Rio na Libertadores de 2014 via Campeonato Brasileiro. E sempre que há alguma questão relativa ao futebol, até que aconteça um acerto entre os diretores surgem informações desencontradas. Um pequeno exemplo ouvi ontem ao final da tarde, enquanto em uma emissora de rádio um não dava prazo para apresentação do novo técnico e para a permanência de Clemer no comando da equipe, no mesmo horário em outra emissora outro dizia que já haviam acertado com Clemer e que ele dirigiria a equipe por mais dois jogos. Depois a segunda versão se tornou oficial, mas isso é apenas um pequeno exemplo de como o clube está dividido e sem comando e permanecendo assim, 2014 será exatamente igual a atual temporada.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Dunga caiu, mas será que ele é o culpado?
Hoje pela manhã o que todos já previam depois da derrota de ontem para o Vasco se confirmou a demissão de Dunga e sua comissão técnica. O futebol é dinâmico, ainda esta semana um diretor de futebol deu entrevista afirmando que demitir o treinador agora seria jogar para a torcida, parece que ou mudou a opinião da direção colorada, ou o dirigente foi ignorado. Seria muito difícil resistir a uma derrota para uma equipe fraquíssima como o Vasco se mostrou ontem. Mas não acho que Dunga seja culpado.
Começo lembrando que o treinador foi aposta do presidente Giovanni Luigi que o contratou, para apagar a imagem da má campanha do ano passado, antes mesmo de definir a direção de futebol, ou seja abriu canal direto presidente -> treinador e depois até tentou colocar interlocutores, mas em vão, Dunga não ouvia os diretores de futebol.
Dunga chegou com a missão de juntar os cacos do vestiário e o fez com maestria, blindou tanto que ninguém mais conseguiu entrar. Pelo contrário vários saíram de lá e alguns do clube, por divergências com o técnico da equipe principal. Mas parece que a mobilização acabou.
O relacionamento com a imprensa não é bom. A princípio isso não influenciaria muito, mas o desgaste aos poucos foi ruindo a imagem do treinador, que passou a perder defensores e quando os resultados desapareceram as críticas foram constantes. Aqui cabe uma ressalva: Dunga tem uma briga histórica com a imprensa desde que após a Copa de 1990, na seleção brasileira houve o rotulamento de "Era Dunga" e isso ainda não foi superado pelo capitão do tetra.
Há um erro claro de planejamento no futebol. Rodrigo Moledo e Fred, jovens que eram os fiéis da balança nas atuações do primeiro semestre foram negociados e reposições não vieram. Mostra que a venda não foi planejada, como vinham sendo administradas no futebol colorado, quando geralmente o substituto do jogador negociado já estava no Beira Rio. Resultado prático, perda de poder de combate e intensidade dentro do gramado.
Muitos não concordam com isso, e entendo que a compreensão é difícil, mas o Inter depende de D´Alessandro e na ausência dele o time se torna muito inferior. É necessário um esquema que não seja tão dependente do meia argentino para que na ausência, ou quando ele for muito bem marcado, o time tenha alternativas de jogo. Mas desapegar de um ídolo é extremamente complicado e explicar isso ao torcedor então é políticamente impossível. Ninguém quer ficar marcado como o dirigente que mandou um dos maiores jogadores da história do clube embora.
Por fim a maior culpa do técnico, não ter armado seu time melhor defensivamente. No Gauchão, os clubes do interior não importunaram a zaga que ainda contava com Moledo, mas veio o Campeonato Brasileiro e a saída do zagueiro para a Ucrânia, resultado prático: vazamentos múltiplos. Porém o ataque vivia grande fase e resultados como a vitória de 5x3 contra o Vasco em Caxias do Sul foram considerados como normais pela comissão técnica. Se já naquela época Dunga adotasse uma cautela defensiva maior, ele ainda estaria empregado. A defesa colorada tem números semelhantes a de equipes da zona de rebaixamento e quando o ataque deixou de marcar o barco afundou. O comandante deveria ter prestado mais atenção a estes pequenos vazamentos.
A direção também tem culpa na escolha, ou indefinição, da casa colorada no Brasileirão. Começou em Caxias, no Centenário. Como o ataque ainda fazia gols, os resultados ainda apareciam e os jogadores pediram a vinda para Novo Hamburgo diminuindo a viajem, foram atendidos. Porém com a vinda para o Estádio do Vale vieram a série de maus resultados e a culpa foi atribuída a tudo menos ao time. A direção, sem poder de ação teve de acatar a desculpa e voltar ao Centenário. Porém antes mesmo da volta à serra o técnico foi substituído, muito em função da pressão externa. A direção colorada transfere ao time dentro de campo a sua organização e como podemos ver, deixa muito a desejar para um clube como o Inter.
O maior exemplo dessa organização aconteceu ontem no episódio Grenal. Giovani Luigi autorizou o presidente da FGF a negociar a realização do Grenal do segundo turno em Cascavel no Paraná, em troca de uma boa receita. Francisco Noveletto concedeu entrevista coletiva em Cascavel falando sobre a partida e confirmou o jogo. Porém o presidente colorado não havia consultado seus pares e acabou sendo "convencido" a voltar atrás. Grenal a princípio será em Caxias, mas a forma como isso foi decidido é a cara da direção do Inter que busca agora um treinador para fritar. Quem chegar que esteja ciente disso.
Começo lembrando que o treinador foi aposta do presidente Giovanni Luigi que o contratou, para apagar a imagem da má campanha do ano passado, antes mesmo de definir a direção de futebol, ou seja abriu canal direto presidente -> treinador e depois até tentou colocar interlocutores, mas em vão, Dunga não ouvia os diretores de futebol.
Dunga chegou com a missão de juntar os cacos do vestiário e o fez com maestria, blindou tanto que ninguém mais conseguiu entrar. Pelo contrário vários saíram de lá e alguns do clube, por divergências com o técnico da equipe principal. Mas parece que a mobilização acabou.
O relacionamento com a imprensa não é bom. A princípio isso não influenciaria muito, mas o desgaste aos poucos foi ruindo a imagem do treinador, que passou a perder defensores e quando os resultados desapareceram as críticas foram constantes. Aqui cabe uma ressalva: Dunga tem uma briga histórica com a imprensa desde que após a Copa de 1990, na seleção brasileira houve o rotulamento de "Era Dunga" e isso ainda não foi superado pelo capitão do tetra.
Há um erro claro de planejamento no futebol. Rodrigo Moledo e Fred, jovens que eram os fiéis da balança nas atuações do primeiro semestre foram negociados e reposições não vieram. Mostra que a venda não foi planejada, como vinham sendo administradas no futebol colorado, quando geralmente o substituto do jogador negociado já estava no Beira Rio. Resultado prático, perda de poder de combate e intensidade dentro do gramado.
Muitos não concordam com isso, e entendo que a compreensão é difícil, mas o Inter depende de D´Alessandro e na ausência dele o time se torna muito inferior. É necessário um esquema que não seja tão dependente do meia argentino para que na ausência, ou quando ele for muito bem marcado, o time tenha alternativas de jogo. Mas desapegar de um ídolo é extremamente complicado e explicar isso ao torcedor então é políticamente impossível. Ninguém quer ficar marcado como o dirigente que mandou um dos maiores jogadores da história do clube embora.
Por fim a maior culpa do técnico, não ter armado seu time melhor defensivamente. No Gauchão, os clubes do interior não importunaram a zaga que ainda contava com Moledo, mas veio o Campeonato Brasileiro e a saída do zagueiro para a Ucrânia, resultado prático: vazamentos múltiplos. Porém o ataque vivia grande fase e resultados como a vitória de 5x3 contra o Vasco em Caxias do Sul foram considerados como normais pela comissão técnica. Se já naquela época Dunga adotasse uma cautela defensiva maior, ele ainda estaria empregado. A defesa colorada tem números semelhantes a de equipes da zona de rebaixamento e quando o ataque deixou de marcar o barco afundou. O comandante deveria ter prestado mais atenção a estes pequenos vazamentos.
A direção também tem culpa na escolha, ou indefinição, da casa colorada no Brasileirão. Começou em Caxias, no Centenário. Como o ataque ainda fazia gols, os resultados ainda apareciam e os jogadores pediram a vinda para Novo Hamburgo diminuindo a viajem, foram atendidos. Porém com a vinda para o Estádio do Vale vieram a série de maus resultados e a culpa foi atribuída a tudo menos ao time. A direção, sem poder de ação teve de acatar a desculpa e voltar ao Centenário. Porém antes mesmo da volta à serra o técnico foi substituído, muito em função da pressão externa. A direção colorada transfere ao time dentro de campo a sua organização e como podemos ver, deixa muito a desejar para um clube como o Inter.
O maior exemplo dessa organização aconteceu ontem no episódio Grenal. Giovani Luigi autorizou o presidente da FGF a negociar a realização do Grenal do segundo turno em Cascavel no Paraná, em troca de uma boa receita. Francisco Noveletto concedeu entrevista coletiva em Cascavel falando sobre a partida e confirmou o jogo. Porém o presidente colorado não havia consultado seus pares e acabou sendo "convencido" a voltar atrás. Grenal a princípio será em Caxias, mas a forma como isso foi decidido é a cara da direção do Inter que busca agora um treinador para fritar. Quem chegar que esteja ciente disso.
15 de Novembro contrata Daniel Franco mas não deve subir esse ano
Hoje pela manhã o Clube 15 de Novembro apresentou oficialmente Daniel Franco como novo técnico para a sequência da Segundona e da Copa Metropolitana. O treinador que começou e trabalhou até semanas atrás na base do Sport Clube Internacional terá o maior desafio da sua incipiente carreira. Daniel tinha até aqui, grupo de jogadores selecionados, afinal de contas muitos querem jogar em um clube grande, estrutura com tudo o que se necessita para formação de atletas e desenvolvimento do trabalho. A partir de agora terá de trabalhar com o inverso, campos sem qualidade, bolas desgastadas, estrutura sem o devido número de profissionais que o futebol atual necessita. Passará a ser cobrado pelos resultados sem ter as ferramentas para obtê-los.
Daniel estava, assim como outros profissionais do futebol como Leandro Machado, no Sady Schmidt na vitória sobre o Novo Hamburgo. Já na apresentação destacou que gostou do desempenho, e principalmente da entrega do grupo quinzista. Seu discurso prega a redução de espaços, a tática e a intensidade, mostrando estar atualizado. E estreia já hoje a tarde na partida contra o Cruzeiro em Porto Alegre em que estarão atuando os jogadores reservas, já que os titulares serão preservados para encarar o Três Passos no domingo.
O grupo do 15 é frágil, mas se consegue montar um time titular, mas o objetivo para 2013 é retomar o futebol profissional e no ano que vem quando a competição for somente de jogadores sub-23 obter o retorno a Divisão de Acesso. Todos no clube estão em fase de aprendizado e algumas medidas já foram tomadas para dar ao grupo de jogadores uma estrutura melhor do que a que foi dada no primeiro turno. Mudanças serão ainda anunciadas para que os jogadores tenham melhores condições de trabalho e para que todos possam pensar no que interessa, o futebol.
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| Daniel terá grande desafio pela falta de estrutura |
O grupo do 15 é frágil, mas se consegue montar um time titular, mas o objetivo para 2013 é retomar o futebol profissional e no ano que vem quando a competição for somente de jogadores sub-23 obter o retorno a Divisão de Acesso. Todos no clube estão em fase de aprendizado e algumas medidas já foram tomadas para dar ao grupo de jogadores uma estrutura melhor do que a que foi dada no primeiro turno. Mudanças serão ainda anunciadas para que os jogadores tenham melhores condições de trabalho e para que todos possam pensar no que interessa, o futebol.
Anilado caminha certo rumo ao Gauchão 2014
A desculpa principal para tal investimento no segundo semestre é a tão sonhada vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. Acerto, uma vez que com subsídios da CBF a competição ficou atraente e ainda "corre-se o risco" de conseguir acesso a Série C e com ela obter verba de TV e calendário para o ano todo. Não acredito que o Novo Hamburgo obtenha o acesso no primeiro ano, já que terá que obter experiência em disputas nacionais. Além disso, a minha experiência é que clubes chamados de cometas, que tem rápida ascensão nacional, rapidamente voltam ao ostracismo, e com dívidas que comprometem a gestão do futebol.
O fato é que com o grupo de jogadores que foi montado pela direção de futebol, o Anilado vai chegar nas competições que participar no segundo semestre e deve obter ainda este ano, a vaga na Série D ou na Copa do Brasil e o mais importante uma base para o Gauchão 2014 evitando o erro do ano anterior. A montagem de um grupo especificamente para os três meses de campeonato, dão uma margem mínima de erro e menor ainda a possibilidade de recuperação durante a competição.
O próprio Itamar Schulle já fez isso em 2011, quando montou a base na Copa Lacy Ughini, que reforçada em algumas posições decidiu o primeiro turno do Gauchão 2012 com o Caxias. O contrário aconteceu no ano seguinte, quando a política foi abandonada e treinador e jogadores queimados na Copa Hélio Dourado (lembram do Paulo Porto?). O grupo montado para o Gauchão 2013 era insuficiente e não fosse a capacidade de investimento, que vários clubes não tem, o Anilado não teria fugido do rebaixamento, situação que aflingiu clube e torcedores até o último minuto.
Parece que as lições foram absorvidas e novamente uma base está sendo montada, com uma vantagem: Jogadores de reconhecida capacidade e que salvaram o clube da queda já estão de volta para em 2014 desde o início chegar aos objetivos estabelecidos pela direção. Deste modo, provavelmente o resultado venha antes, mas que virá não há dúvidas.
O fato é que com o grupo de jogadores que foi montado pela direção de futebol, o Anilado vai chegar nas competições que participar no segundo semestre e deve obter ainda este ano, a vaga na Série D ou na Copa do Brasil e o mais importante uma base para o Gauchão 2014 evitando o erro do ano anterior. A montagem de um grupo especificamente para os três meses de campeonato, dão uma margem mínima de erro e menor ainda a possibilidade de recuperação durante a competição.
| Grupo entrará no Gauchão com entrosamento, a frente de outras equipes |
Parece que as lições foram absorvidas e novamente uma base está sendo montada, com uma vantagem: Jogadores de reconhecida capacidade e que salvaram o clube da queda já estão de volta para em 2014 desde o início chegar aos objetivos estabelecidos pela direção. Deste modo, provavelmente o resultado venha antes, mas que virá não há dúvidas.
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