segunda-feira, 4 de novembro de 2013

15 de Novembro se reapresenta hoje e encerra a temporada

O clima do Sady Schmidt é de fim de festa. No sábado, membros da direção, comissão técnica, apoiadores, jogadores e alguns torcedores convidados participaram de uma partida de confraternização que marcou o encerramento do ano de retorno do 15 ao futebol profissional. O ponto alto da partida foi o momento em que o responsável pelo twitter do clube, João Paulo Berkemborck foi convocado a bater um pênalti e o resultado está no vídeo abaixo, agora os jogadores podem falar sobre a categoria dele nos gramados e em nada se parece com seus conhecimentos odontológicos.

(Vídeo de Thomas Martini, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=zTQ8Rxx7-8s&feature=youtu.be)

Hoje a tarde no Sady Schmidt acontece a reapresentação do grupo de jogadores, ainda não há definição de que forma acontecerão as liberações e os jogadores serão comunicados individualmente após avaliação da comissão técnica. A participação na Supercopa na vaga do Inter já está descartada, pela situação do grupo de jogadores e pelo custo que incidiria ao clube. Os diretores Paulo Fagundes e Jailton Almeida já estão em busca de parceiros para a temporada 2014, dentro de campo a prioridade é a renovação de contrato com o técnico Daniel Franco

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Itamar Schulle pode deixar o Novo Hamburgo

A informação eu recebi ontem durante o dia, uma sondagem, que deve ser seguida de proposta de um clube do interior do estado de São Paulo para contar com o trabalho de Itamar Schulle no estadual de 2014. Na noite após a derrota para o Inter na primeira partida da decisão da Copa Metropolitana ao final da entrevista coletiva questionei Itamar sobre a sua situação. Schulle confirmou ter recebido sondagens e disse que caso se confirme a proposta vai levá-la ao vice de futebol Everton Cury e ao presidente Carlos Duarte, pois tem compromisso com o Novo Hamburgo até o final do Gauchão de 2014.

Itamar deve receber proposta de SP (Foto: Cassios Schaab) 
Com o excelente trabalho que Itamar desenvolve no comando do Anilado, com certeza chamaria a atenção do centro do país. Lembrando que na chegada dele o clube era um dos candidatos a cair para a divisão de acesso. Com a conquista da Willy Sanvitto, vaga na Copa do Brasil de 2014, e vaga na Supercopa da FGF, que pode levar o anilado ao tão sonhado calendário nacional com a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. O Campeonato Paulista é forte, e com a mudança de fórmula, vai exigir ainda mais dos clubes, a direção do Novo Hamburgo precisará de muita criatividade para encontrar uma forma de manter o comandante de uma temporada que começou como desastrosa, mas tem tudo para terminar histórica.

Renato Portaluppi quis assim, agora aumenta a responsabilidade na volta

O jogo com a Atlético-PR terminou com a vantagem mínima do time da casa. O tricolor gaúcho precisa vencer por dois gols de diferença para obter vaga na final da Copa do Brasil, única competição em que ainda tem chances reais de título. As ausências do trio ofensivo, mas que não marca gol há um tempo, refletiram no desempenho do time e a equipe passou praticamente toda a partida sendo pressionada. O posicionamento do time no gramado foi muito questionado por torcedores e jornalistas que consideraram a jovem dupla de ataque, responsável direta pelo mau desempenho.
O técnico Renato também foi muito citado e na minha opinião é o principal responsável, pois deixou de escalar jogadores mais experientes como Elano, Zé Roberto e até o próprio Maxi Rodriguez, que pelas ausências de Vargas e Barcos, poderia ter sido utilizado. A preferência  pela manutenção do esquema de jogo em detrimento da experiência foi fatal em uma partida decisiva, e isso acredito que não não teve o peso que merecia na avaliação do treinador.

Campo também prejudicou o Grêmio (Foto: Albari Rosa)
Elano foi utilizado no decorrer do jogo e melhorou o desempenho. Aos poucos ele vai recebendo mais espaço por parte de treinador. Zé Roberto está acertado com o São Paulo para a próxima temporada e já revelou isso ao técnico gremista, mas como bom profissional se colocou a disposição para atuar até o final do seu contrato em dezembro. Renato não gostou da notícia e simplesmente "arquivou" o seu camisa dez, por decisão do treinador, ele treina concentra e vai para os jogos, mas não será aproveitado. Entendo que nesta situação, a direção do clube deveria agradecer a Zé Roberto por serviços prestados e liberar o jogador, pois a sombra do meia perseguirá Renato enquanto ele estiver sem resultados positivos.
O problema de Maxi Rodriguez é mais simples, como é o quarto estrangeiro, só pode atuar na ausência de Riveros, Barcos e Vargas. Com o final do empréstimo o chileno deve retornar ao Napoli e com isso Maxi ganhará mais oportunidades em 2014.
Para o jogo de volta o Grêmio tem totais condições de vencer por dois a zero e eliminar o Atlético-PR, mas terá que manter seus cuidados defensivos, o time paranaense é rápido nos contra-ataques, e melhorar e muito sua produção ofensiva, para isso contará com o retorno de Barcos, Kleber e Vargas.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Balanço do 15 é positivo

Ontem testemunhei a última partida na temporada de 2013 do 15 de Novembro. A derrota por 4x0 para o Novo Hamburgo encerrou a maratona de jogos e alijou o tricolor campo-bonense da disputa da Copa Metropolitana. O ano marcou o retorno do clube às atividades profissionais e isso precisa ser comemorado e valorizado. Paulo Fagundes e Jailton Almeida, o Titi, tiveram a coragem de transformar um bom time juvenil, reforçado por jovens jogadores e por raros experientes em um time que enfrentou bravamente duas competições e depois de adquirir entrosamento e ritmo de jogo, até tiveram um desempenho satisfatório.
A vaga na Série A3 (terceira divisão) foi obtida de última hora, sem tempo para preparação de grupo de jogadores e comissão técnica. A participação na Copa Metropolitana foi praticamente imposta pela FGF, já que a vaga na A3 foi "um favor", o clube participaria de uma segunda competição que inicialmente seria a Copa Willy Sanvitto, mas acabou sendo a Copa Metropolitana, mesmo sem a anuência do clube.
Este foi o primeiro erro da direção do clube, disputar duas competições com força máxima. Se foi imposto a participação na Copa Metropolitana, que jogassem com equipe reserva. Mas até pela inexperiência do técnico Patrício Boques, que iniciava carreira de técnico e precisava, além de mostrar serviço, dar entrosamento ao time, jogou-se duas competições.
Patrício foi a primeira vítima, sem time e sem estrutura, logicamente que os resultados não vieram e ele acabou pedindo para sair, em acordo com a direção. Alex Melo, auxiliar até então e técnico da equipe vice campeã do estadual juvenil-B de 2012 assumiu a frente no trabalho. Aos poucos, com alguns reforços e tempo para trabalhar o entrosamento apareceu. Daniel Franco assumiu, voltando Alex para auxiliar e mesmo com pouco tempo de trabalho os resultados surgiram. Porém com duas competições, a sequência de jogos, lesões e suspensões acabaram desmontando o grupo do 15. Se Daniel conseguisse escalar a mesma equipe em uma sequência de jogos, os resultados seguiriam positivos, mas não conseguiu justamente na fase decisiva das competições.
Outro fator a se levar em consideração foi a identificação clube-torcedor, coisa que praticamente inexistia até então pelo perfil elitista que o 15 tinha até então. Com a utilização de jogadores da cidade, a identificação foi instantânea e o Sady Schmidt teve boa média de clube, surgindo até uma organizada que, como mostra a foto abaixo valorizou a história de quem sempre foi apaixonado pelo clube.


Para 2014 o clube terá uma pequena vantagem que se bem explorada poderá ser um diferencial na Série A3. O regulamento diz que somente três atletas acima de 23 anos poderão jogar a competição por cada equipe, ou seja a base será de jovens. O 15 de Novembro tem essa base formada e precisa aproveitá-la. Daniel Franco fez excelente trabalho na base colorada e é acostumado a trabalhar com jovens, mais um ponto favorável e o clube terá tempo para preparar grupo e estrutura, coisa que não teve este ano. Ontem terminou a temporada 2013, hoje deve começar 2014. Se fala nos bastidores, em uma possível participação na Supercopa da FGF, já que o Inter não tem interesse na disputa, entendo desnecessário. O clube não tem qualidade em seu elenco para vencer a competição, então que se prepare 2014.
O principal a ser melhorado é a estrutura. Clube de futebol precisa oferecer um mínimo a seus atletas. Este ano pela velocidade em que o retorno aconteceu, e pelos parcos recursos para administrar o futebol, até se entende. Mas para 2014 a direção terá tempo para junto com parceiros montar uma estrutura mais próxima da que fazia do clube um dos principais do interior no início da década. Se junto com a estrutura, vierem alguns jogadores mais renomados e também funcionários para dar suporte seria muito bom, mas sem a estrutura o clube não vai a lugar nenhum.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Estica a corda Renato!!!

Se foi o final de semana quando o Coritiba, por uma circunstância impôs uma goleada ao Grêmio e vem ai a primeira quarta decisiva, como escalar a equipe sem o trio ofensivo? Começo pelo domingo, explicando a circunstância da goleada. A equipe de Renato sempre que ganhou fora, jogou por uma bola, se defendendo e aproveitando as chances proporcionadas pelos erros do adversário. No Couto Pereira o time não teve essa possibilidade. Os dois gols em menos de 5 minutos deram tranquilidade ao Coritiba e ele passou a adotar esta postura, conseguindo em erros do Grêmio marcar mais dois, fora os que errou.
Os jogadores do Grêmio, quando sofreram o segundo gol, se deram conta de um dilema: tentar com todas as forças a busca pelo empate, ou vitória ou preservar-se e até buscar dentro do possível o resultado em função da decisão pela Copa do Brasil. A decisão foi tão óbvia como inconsciente e o resultado foi de acordo com a atuação.


Para quarta-feira a situação é diferente, os jogadores sabem que entram com a responsabilidade de jogar uma vaga a final da competição e com certeza irão entrar mais ligados. O problema passa a ser a escalação, sem Barcos e Kleber, suspensos pelo terceiro cartão amarelo e Vargas, suspenso pela expulsão a peça ofensiva está muito prejudicada. Entendo como principal alternativa um 3-4-2-1 mais defensivo. Na defesa o trio defensivo que dá a segurança: Werley, Rodholfo e Bressan. Nas alas, Pará e Alex Telles, com os volantes que habitualmente fazem a proteção, Souza, Riveros e Ramiro. A partir daí é que entram as novidades, Elano e Maxi Rodriguez seriam dois meias armadores com poder de chegada ao ataque e que também conseguem reter a bola na frente. Ambos deixariam os laterais adversários preocupados, para que não subissem a todo momento pressionando o time na sua defesa. Isolado no comando de ataque deixaria Lucas Coelho, dos jogadores da base, foi o que deu melhor resposta. Desta maneira o Atlético teria de segurar pelo menos quatro jogadores no seu campo defensivo e teria um poder de ataque menor, principalmente pelos lados, por onde se encontra espaços em times retrancados.
Não acredito que Renato optará por esta formação, acho que ele será ainda mais defensivo, chamando assim o Atlético-PR para jogar no seu campo, apostando ainda mais em uma defesa sólida com uma oportunidade de ataque bem aproveitada, não concordo, mas já não concordei com muita coisa e deu certo..

Acidente em Marau, mas era previsto..

Depois de perder em casa, o 15 de Novembro foi a Marau com grande responsabilidade, vencer fora de casa para avançar na Segundona (A3). Como a equipe conta com parcos recursos, viajou na manhã do jogo, o que por si só já compromete o desempenho dos atletas e se considerarmos a maratona que os mesmos vem fazendo, acaba com o preparo dos jogadores.
O jogo até começou equilibrado, e quem abriu o marcador foi o 15, mas as boas notícias acabariam logo. Em seguida o time da casa empatou, virou e goleou a gurizada tricolor. O resultado final de 7x1 se explica muito pela sequência de jogos, falta de estrutura e também pela situação no jogo, o time precisava atacar e cedeu espaços a um time experiente e que bem preparado, soube explorar estes espaços e definir o confronto.
Na partida de ida, jogo em campo completamente alagado, o que já comprometeu a equipe fisicamente. Na sexta uma partida de muita intensidade com o Novo Hamburgo, descanso no sábado e viajem já no domingo pela manhã para Marau. Não há tempo para recuperação, hoje o clube decide com o Novo Hamburgo uma vaga na final da Copa Metropolitana e com dois desfalques consideráveis. Ronaldinho, referência técnica do meio campo e Serjão, comandante da defesa e destaque da bola aérea ofensiva, sendo com estes gols, artilheiro do clube nas competições.
Como se não bastasse, o adversário atravessa uma grande fase. Ganhou o primeiro turno da Copa Metropolitana, e no último domingo, enquanto o 15 era goleado em Marau, o Anilado sagrava-se campeão da Copa Willy Sanvitto, obtendo assim vaga na Copa do Brasil de 2014. O técnico Itamar Schulle já avisou que quem estiver em condições, vai jogar.
O 15 de Novembro precisará de muita superação para vencer o Anilado e este só precisa manter o foco na competição e não deixar que o clima de já ganhou entre no vestiário. O favorito é o Novo Hamburgo, mas o grupo quinzista já se superou outras vezes este ano.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

15 não soube jogar pólo aquático, agora complicou

Deu início a maratona de decisões do 15 de Novembro. O primeiro adversário foi o Marau de Sandro Sotilli, que aliás passou 90 minutos rondando a defesa do 15, mas quem marcou foi o seu parceiro de ataque "Alagoano". O adversário não foi o principal problema do tricolor campo-bonense e sim o seu próprio estádio. Não é de hoje que o time sofre por jogar em casa precisando de construir resultado. As dimensões reduzidas facilitam quem quer destruir jogadas e não quem quer construir. Adicione um dia de chuva intensa fazendo com que o gramado ficasse completamente alagado. O técnico Daniel Franco errou na escalação inicial. A peça ofensiva tinha jogadores leves com características de condução de bola, velocidade e troca de passes curtos, tudo o que o campo não favorecia. O jogador de referência ficou no banco.
Gramado não tinha condições de jogo e 15 não tinha os jogadores para esse gramado (Foto: Renan Spengler)

O Marau jogou o tempo todo obtendo a vitória pessoal na bola aérea defensiva, em função da falta de imposição física do ataque quinzista. Na parte ofensiva os atacantes por vezes venciam a disputa com a defesa do 15 e ai chegavam com perigo, chegando a carimbar o travessão de Gott. Final de primeiro tempo com empate no Sady Schmidt em 45 minutos de balão para o ataque dos dois times. Surpreendentemente Daniel não mexeu no intervalo e o panorama permaneceu igual. Com menos de 20 minutos, finalmente veio a referência, porém a alegria durou muito pouco. Nem bem havia esquentado e Léo foi mais uma vítima da sequência de jogos a que a equipe vem sendo submetida, lesão muscular e queimada mais uma substituição. O castigo veio no final quando depois de uma disputa, o atacante do Marau marcou o gol da vitória. depois disso o 15 se atirou ao ataque, com diversas bolas alçadas na área adversária, mas a sólida defesa sempre levou vantagem, já que não havia o jogador alto para concluir o lance.
Complicou a situação no clube, mas a impressão que tenho é que já há o sentimento de missão cumprida na direção de grupo de jogadores. A sequência de jogos excluiu do time as principais referências técnicas. Itaqui, lateral que vinha por vezes decidindo na bola parada tentou voltar no domingo, mas não tem mais condições de jogar nesta temporada. Brito, volante que saia para ajudar o ataque, também tem lesão, ainda há esperança, mas com certeza não voltará no mesmo ritmo que vinha atuando. Bahia, Léo e outros fazem falta a Daniel Franco, resta saber quem poderá enfrentar o Novo Hamburgo, por que amanhã tem outra decisão.