terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Eu falhei!!



Hoje eu cheguei em casa afim.. Coloquei o Rafael pra olhar vídeos no youtube (assim ele nem pisca) me prepararei psicologicamente, preparei uma seleção musical para dar um clima, afinal de contas não é todo dia que eu chego em casa com essa vontade louca. Eu achei que ainda poderia fazer tudo o que fazia (sim eu fui tolo), mas quando essa história começou, eu lembro bem tinha uns 16, talvez 17 anos, a primeira era brincadeira e não foram poucas as vezes em que foram duas sem parar.

Mas a idade vai pegando e desde o casamento e sua rotina eu vinha sentido a queda no desempenho, mas convivia com aquele sentimento comigo, afinal de contas, a patroa não reclamava então achei que não fosse problema. E hoje fui com o sentimento de que chegaria ao final com tranquilidade, afinal de contas o dia estava com temperatura agradável (se pelo menos tivesse calor eu teria uma desculpa..)

Em fim.. tudo começou como de costume, mas aos poucos eu fui cansando muito mais rápido do que eu esperava e a partir de pouco antes da metade o que em outros tempos era prazer agora começava a se tornar uma preocupação. Mas eu nunca havia falhado, não seria hoje, afinal sei que estou fora de forma mas não tanto, então decidi que não deixaria o fator psicológico me abater e seguia, mesmo não sabendo se teria pernas para terminar.

Mais alguns instantes e o fator psicológico veio com tudo, imagens de feições das pessoas quando soubessem que eu desisti, entre outras coisas foram passando pela minha cabeça, mas eu me mantinha ali, nem tão firme, nem tão forte como no início, mas continuava mantendo o semblante de que chegaria ao fim.
A música que eu escolhi começou a se voltar contra mim, saudosista que sou, escolhi canções do tempo em que eu não fazia aquilo prestando mais atenção nas músicas e fui imaginando o que aqueles que como eu curtiam aquelas músicas e me conheciam iriam falar quando descobrissem que falhei. Me arrependi de não ter escolhido um som de caráter duvidoso que eu pudesse parar de ouvir sem culpa, um sucesso qualquer de um verão, que como aquela ocasião eu esqueceria rapidamente.

O fato é que todas aquelas imagens das feições das pessoas me encontrando e sabendo que eu falhei me deram forças e acabei conseguindo terminar, meio que como um desafio. Mas fiquei de cabelo em pé ao saber que fiz a ciclovia em mais de 45 minutos quando naqueles áureos tempos eu fazia em 24 minutos e ainda queria correr mais. Depois de dez minutos de caminhada, esperando os batimentos cardíacos baixarem decidi: Preciso repetir isso mais vezes, de preferência com acompanhamento da SAMU, por que uma horas dessas, vai precisar..

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Canoas/Móveis Kapperberg se supera

Estou positivamente impressionado com a campanha do Canoas /Móveis Kappesberg na Superliga12/13 de vôlei. O time de Canoas em sua primeira participação na principal categoria do vôlei brasileiro tem obtido vitórias que eu não contabilizava como possíveis, principalemnte contra a equipe do Medley/Campinas, uma das que mais se reforçou para a atual temporada.
O técnico Paulão faz excelente trabalho e depois de conquistar de forma invicta o Campeonato Gaúcho, que serviu como teste, entrou de sola na Superliga vencendo em casa o Super Imperatriz de Santa Catarina, a sequência teve as derrotas (previsíveis) para o Cruzeiro/Sada, atual campeão, e para o Vivo/Minas, outra equipe de investimento bastante superior ao Canoas. Vieram então três vitórias na sequência, começando em casa com um 3x1 sobre o Medley/Campinas e um 3x0 no Vôlei Futuro, duas equipes que investem mais que o Canoas. Depois, jogando fora de casa, 3x2 no Funvic/MidiaFone e 3x1 no Volta Redonda.

Equipe canoense fazendo bonito (Foto CBV)



Na tabela atual, depois de sete rodadas os gaúchos aparecem na terceira posição o que daria o direito de decidir em casa nos playoffs. Impressiona a campanha, tomara que o Canoas consiga manter, e talvez tenha até alguns tropeços, mas se mantenha entre os quatro, confirmando a tradição copeira do vôlei gaúcho, por que nos playoffs é outra competição e a torcida gaúcha que já conduziu, a Frangosul/Ginástica, e a Ulbra ao título pode muito bem fazer bonito papel outra vez.

Resta aguardar...

Luigi apostando alto

O presidente Giovanni Luigi apostou todas as suas fichas em 2013. Depois de sofrer nas mãos de Luciano Davi durante 2012, não pela competência do próprio, mas muito mais pelo contexto do grupo colorado, o presidente agora retirou todas as peças de comando direto do vestiário, asseclas e aspones. Todos que de alguma forma vazavam as informações do vestiário colorado, mesmo os competentes como os fisioterapeutas Mauren Mansur e Rodrigo Rossatto foram limados a pedido do novo comandante do vestiário. É uma proposta no mínimo ousada, já que a principal reforma a ser feita é no grupo de jogadores ainda não foi feita e não sei se será. A pelo menos três anos, jogadores como Bolívar, Indio, Guiñazu e Kleber já poderiam ter sido substituídos por atletas mais novos e com objetivos a conquistar.

Giovanni Luigi apostando alto (Foto: Lucas Uebel)



Problema 01 - São ídolos da torcida e quem vier precisará ter muita personalidade para substituí-los, pois sempre haverá a sombra do ídolo, aquele sentimento de na primeira falha do novo volante a torcida lembrar que Guiñazu não faria isso..

Problema 02 - O alto custo desta renovação, pois diante da má fase, não há clubes interessados e são jogadores com contratos longos e altos salários, a rescisão é alta. Jogadores como Bollati, Marcos Aurélio e  Bolívar pouco jogaram e tem contratos com longa duração.

Problema 03 - Momento pelo qual o clube atravessa. Não há direção de futebol, tudo vai ser com Dunga e sua comissão técnica, e um vice de futebol faz falta na hora de gerir um crise no vestiário, e isso por vezes pode complicar. Jogos em 2013 não serão no Beira Rio e recentemente a dupla mineira passou por diversos problemas justamente por não atuar na capital Belo Horizonte


Resta aguardar...

Fábio Koff a incógnita...

Quando se falou do retorno de Fábio Koff ao Grêmio, uma centelha de esperança se espalhou pela torcida tricolor. O torcedor tem fixo na memória, que nas duas vezes em que Koff esteve a frente do tricolor, nas duas o Grêmio conquistou a Libertadores. Porém este pensamento mágico que guiou a torcida na eleição pode começar a estar perdendo o gás com as primeiras informações vindas do Olímpico/Arena.
O próprio presidente em entrevista tratou de criticar a principal conquista do Grêmio nos últimos dez anos, a Arena. Sim por que se não conquistou títulos, pelo menos Paulo Odone deixou como herança um estádio de primeiro mundo, praticamente acabado e com o time classificado para a Libertadores de 2013. mas o presidente Koff parece mais preocupado em deixar claro que o Grêmio precisará passar os próximos 20 anos pagando a nova casa, do que falar sobre a contratação prometida na campanha, batizada de "nome do cofre" e que depois de eleito, cobrado pela torcida e imprensa acabou dizendo que se tratava de "uma figura de linguagem".


Fábio Koff em campanha na Rádio ABC900 (foto Rodrigo Rodrigues)

Ou seja, enganou a torcida durante a campanha. No comando de futebol, um diretor com pouca experiência, Rui Costa e outro que embora tenha certa experiência, ainda não tem trabalho reconhecido em um grande clube, Omar Selaimen. As contratações de William José e Alex Telles não impactam. assim como o antecessor, Koff prometeu nomes de peso e confirmações até agora somente de apostas, a torcida tricolor aguarda que a partir de amanhã, quando ocorre a posse oficial de Fábio Koff o panorama mude para algo semelhante do que foi prometido na campanha.

Resta aguardar...

Retomando...

Depois de muito tempo afastado do blog, sem tempo para escrever sobre minhas ideias, estou retomando a partir de hoje esse espaço, para conversar, a quem estiver interessado em debater ideias. Ingresso na reta final do meu curso de Jornalismo na Ulbra, darei em 2013/1 os últimos três passos rumo a formatura e terei mais tempo disponível para este espaço.


Falta pouco e estou muito feliz em poder voltar ao blog.

Conto com a participação de todos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A polêmica dos volantes

O estado encontra-se em polvorosa discutindo quem está certo, Roth e seus três volantes, ou Renato Portaluppi e seu ofensivismo com o solitário Fábio Rochembach na volância. Eu entendo que ambos estão errados. Não lembro de nenhuma equipe vencedora na história recente do futebol brasileiro que jogue destas formas.
As equipes vencedoras tradicionalmente estão armadas com dois volantes, um mais defensivo e outro que sai para jogar e dois meias de armação, um que chega a frente juntando-se aos atacantes e outro que também tem características defensivas auxiliando os volantes na marcação sem a bola.

No Inter, Bolatti deveria ser o primeiro volante, ninguém ousa duvidar disso após a boa estréia do gringo. O segundo pode ser Guiñazu, se o argentino conseguir postar-se um pouco melhor, evitando sua correria ofensiva. Na terceira função Tinga se encaixa bem, inclusive por que nesta função evitaria o desgaste físico excessivo. A quarta função está reservada para Andrés D´Alessandro, que assim como Bolatti é inquestionável atualmente.

No Grêmio, a polêmica é maior, pois a equipe tem obtido bons resultados jogando teoricamente com apenas um volante, digo teoricamente pois entendo que quando Carlos Alberto entra no time, Lúcio é transformado em volante pelo lado esquerdo. Para confrontos contra equipes que venham ao Olímpico fechadas o esquema até serve, porém para confrontos em que a equipe será atacada, entendo como arriscado o esquema gremista. A formação ideal na minha opinião teria Rochembach, William Magrão (a grande falha foi não tê-lo inscrito na primeira lista pois até Fernando foi inscrito) Carlos Alberto e Douglas. Lúcio voltaria para sua posição de origem.

Libertadores para o Inter

A competição iniciou com um empate fora de casa, o resultado não traduziu a partida onde o colorado dominou as ações e somente sofreu o empate no final por incompetência de seu atacante principal Leandro Damião que perdeu várias oportunidades. A fase realmente não é boa para o time treinado por Celso Roth, após a derrota para o Mazembe, a equipe até não fez más partidas, porém os resultados não vieram.
O mesmo aconteceu com a equipe até então treinada por Enderson Moreira, ao perde para o Cruzeiro nos pênaltis e desclassificar o Inter do primeiro turno do Gauchão, o vice de futebol Roberto Siegmann meteu os dois pés na porta do vestiário, mandou metade do plantel reserva embora, além de rescindir o contrato de atletas que desfrutavam de salários consideráveis sem atuarem sequer uma partida este ano, casos de Edu, Bustos, Danny Morais e Leonardo.

Os fatos que acontecem no Beira Rio lembram o não distante ano de 2008, quando o Grêmio priorizou a Libertadores, fazia excelente campanha, porém Celso Roth, então ocupando a casamata tricolor, cometeu a heresia de perder três Grenais seguidos, imaginando ter apoio na direção de futebol, achou que sobreviveria ileso as derrotas em clássicos. O resultado foi a demissão do técnico após grande pressão da torcida.
Na época considerei injusta a demissão porém depois reconsiderei pois em um estado com a rivalidade Grenal, ninguém pode se dar ao luxo de perder sequer um clássico. Pois a história está se repetindo, com a desclassificação do primeiro turno, o Inter terá uma maratona de jogos em março, e com a declaração de Roberto Siegmann, que jogará o Gauchão com a equipe titular, Roth terá de optar em determinadas partidas entre Libertadores e Gauchão.